segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Chegamos na Nova Zelândia

Quando se fala de ir para Nova Zelândia, alguns imaginam um universo mágico de Nárnia ou Senhor dos Anéis e de fato, a Nova Zelândia é mágica em sua organização e as coisas que nos surpreendem a cada dia.

Vista da Sky Tower do parque em Parnell, só dois quarteirões da nossa atual casa - Auckland
Uma coisa posso dizer, não subestime este país em extensão só porque o Brasil é gigante. Aqui também há lugares longe de se ir e que exigem planejamento e pré-agendamento. Eu mesma, cheguei aqui e achei que ia pegar o carro e cruzar o país todo. De fato até conseguiria se viesse aqui só para isso.

Aqui está um bom roteiro pra quem quer tentar: https://tstw.co/2015/11/06/nova-zelandia/

Tudo muda quando você percebe que o trânsito de Auckland pode ser louco e há hora do rush como em todas as cidades grandes. Além disso, há o fator climático qual só podemos chegar a conclusão que o clima da Nova Zelândia tem sérios problemas de definição de caráter rss, Sem contar que eu escolhi fazer curso de inglês, o que me prende um pouco em uma cidade só por muito tempo.

Decidimos então, que durante o curso faremos os passeios possíveis de final de semana.

Primeiro desafio foi o Jetlag: a viagem do Brasil é bem longa. Nós fizemos a rota com escala por Santiago no Chile, e quando a gente desce lá dá uma saudade daquele país rs. Depois são  mais várias horas até Auckland, que você fica tão cansado e zureta que nem sabe mais quanto são 2+2, quanto mais quantas horas de viagem. O fato é que saímos do Brasil na quinta a tarde e chegamos na madrugada do sábado (Isso mesmo! Perdemos um dia na ida. Viajar de Delorian dá nessas).

As leis da Nova Zelândia são rígidas quanto ao que você traz com você, ou o que te traz aqui. Nós fomos sorteadas na roleta da imigração e os oficiais pediram para abrir todas as malas e tirar tudo de dentro enquanto eles nos faziam perguntas. Ressalto que é cansativo, mas tente manter a calma nessa hora, é só alguém fazendo o trabalho e protegendo a nação dele.



E aí é aguentar o sono e tentar dormir num horário "normal". Eu só aguentei até as 19h30!

Fazer intercâmbio é uma situação totalmente nova pra quem só viajou, quando você compra um curso fora do país você também compra responsabilidade de estudar para fazer valer a pena, a oportunidade de conviver com pessoas quais você nunca viu e uma experiência muito bacana fora de sua zona de conforto. Além de conhecer gente de todas as nacionalidades.

Pode parecer assustador, mas depois da primeira semana (ou duas) parece que você já faz isso há décadas. Eu recomendo muito.

Aí é aproveitar a oportunidade e conhecer o máximo de lugares, culturas e pessoas.

domingo, 24 de julho de 2016

O olhar do viajante

Cabe aqui dizer que existem vários tipos de viajantes, desde o mais afobado que quer ver tudo e muito rápido para caber no calendário, até aquele mais contemplativo que pára para olhar por vários minutos para um quadro na parede, por exemplo. Nenhum dos casos é um problema, vai tudo depender de ocasião e personalidade.

O que nos esquecemos é que no voltar da viagem que este olhar sobre as coisas pode ser mantido e voltamos novamente a rotina do trabalho e do dia a dia. 

Aí a sensação é de "que pena que aqueles dias passaram". É claro que temos nossas responsabilidades, além da moda do viver em alta performance e fazer tudo acontecer num curto intervalo de tempo. Mas é possível manter o seu olhar de viajante e tentar perceber o dia passar além de toda a rotina.

Dani, enquanto passeávamos em Joaquim Egídio, distrito de Campinas-SP
Percebe que às vezes passamos a semana tão na corrida que chegamos ao final de semana totalmente esgotados e sem vontade de fazer nada, simplesmente entregues ao Netflix e outros entretenimentos que não exigem o nosso esforço? Não me entenda mal, eu também adoro uma procrastinação, mas é mais uma questão de quantidade de tempo gasto o questionamento que faço agora.

É refletir sobre si e medir quanto tempo foi gasto procrastinando durante um dia de sol enquanto poderia ter levado o cachorro dar uma volta e ver a cara do dia (cuide bem da sua vitamina D). Ou mesmo, quanto tempo se ficou fechado no escritório sem nem dar uma volta por ai para perceber o mundo.

Utilizar o olhar do viajante é um treino. Quando a gente viaja tenta ver o que tem de legal na cidade para visitar, fazer, comer, observar e outros verbos legais, então porque não fazemos isso no dia a dia? Dia desses descobri que tem um centro nipo aqui na minha cidade que tem yakisoba do bom toda semana, por exemplo. Eu moro na "Cidade Orquídea" e nunca nem tive a idéia de ir até o orquidário (até agora). Cadê o meu olhar de viajante que me faz passear e conhecer o lugar?

Manter o olhar de viajante na nossa rotina não é fácil, pois é lutar contra um impulso comum de: "Opa, terminei o trabalho e agora mereço descanso". É tentar pensar: "Opa, terminei o meu trabalho e agora vou aproveitar o meu dia". É fazer uma escolha pensada, nem que essa escolha for de ficar em casa, tomar um vinho comendo queijo ou ver um filme. (o que também é muito bom)

Vamos deixar de ser zumbis da rotina?

Links:
- Cidade Orquídea: http://www.sumare.sp.gov.br/
- Vestido de Star Wars da Dani: http://www.todafrida.com.br/

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Viagens - Tamanho da Bota

Agora que você já sabe o seu tipo de pé e o tipo de calçado, existem mais algumas considerações antes de comprar um calçado.

A nossa escolhida foi a: BOTA.

A próxima preocupação é o TAMANHO que devemos comprar.

TAMANHO DA BOTA

Depois de ler muito sobre o assunto, vou ser sincera, só tem um jeito de saber, vá até uma loja e experimente. Não tenha vergonha, vista e saia pela loja andando. Algumas lojas possuem plataformas apenas para isso, que simulam terrenos diferentes.
A maioria dos textos que eu li sobre o assunto indicam que você deve comprar um número maior do que o seu. Assim uma pessoa que calça 38, como eu, deveria comprar uma 39.

Mas por que o número maior?

Muitas meias recomendadas para o Trekking são grossas, acredito que a grande maioria, o que pode apertar o seu pé se a bota for pequena. Lembre-se que depois de muito andar os seus pés também ficam inchados, o que reforça a teoria do número maior.
Agora se você, para evitar bolhas, usa uma meia mais fina com uma grossa por cima, vale a pena tentar a sua numeração normal.

Por isso você deve experimentar e pensar se aquele é o modelo ideal.

A bota deve ficar de forma que os dedos não batam na biqueira, e o pé não fique solto. Uma bota larga cria um atrito maior, logo mais bolhas, e, no caso de uma descida, os seus dedos podem deslizar até a biqueira, fazendo com que você ganhe algumas unhas roxas e até a perda delas (acredite, EU SEI!).


Você pode ler sobre isso, entre outras coisas legais no site Mochilando com Elas.

IMPERMEABILIDADE


Antes de mais nada, pense qual é a real necessidade de uma bota impermeável.
Se você vai para um lugar onde quase não chove, mas existe uma possibilidade remota de pegar chuva, talvez essa não seja para você.
As botas impermeáveis naturalmente são um pouco mais caras que as outras, por ter uma proteção extra. 

O Pedro do Alma de Viajante, explica que as botas impermeáveis possuem uma membrana de teflon , que é microperfurada. Esta membrana se chama Gore Tex, geralmente as botas com esta proteção possuem um indicativo com o nome. Basicamente, estes poros são tão pequenos que não permitem que a água entre, mas ao mesmo tempo permitem que o pé respire, evitando pés suados e bolhas.

É importante pensar nesse item, afinal qualquer um de nós pode aguentar o pé molhado por um curto espaço de tempo, mas em uma caminhada que vai durar o dia todo ou dias, você pode colocar em risco a saúde dos seus pés.

O Pessoal da Mundo Terra fez um vídeo explicativo muito bacana que fala um pouco sobre as botas e eu gostaria de compartilhá-lo com vocês.



Pesquisem e experimentem, não caia na besteira de apenas escolher o modelo que acha mais bonito.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Viagens - Tipos de Calçado


Não sei vocês, mas sempre que vou viajar tenho um problema sério com as famosas bolhas nos pés, portanto desta vez decidi pesquisar sobre calçados. Qual o melhor tipo para a atividade que vou fazer e os tipos de proteção.



Nada estraga mais uma viagem do que as famosas dores nos pés, juntando isso a bolhas em cima de bolhas, você tem a receita que te fará perder parte do passeio ou pelo menos atrapalhar.

Tendo em vista uma nova viagem a preocupação foi: CALÇADO.

Vou dividir um pouquinho desta pesquisa com vocês.

Mas vamos com calma, como este conteúdo é um pouco extenso, resolvi que seria melhor separar em alguns posts.

O primeiro ponto que percebi foi, que apesar de escolher calçados adequados para as atividades nem sempre optei pelo tipo adequado para o meu pé.

Vocês sabiam que cada pé tem um “modelo” diferente?

Então a dica é, antes de mais nada, saiba e entenda qual o seu tipo.


O pessoal do Blog Descalada, montou um diagrama onde fica muito fácil entender:




Tipos de pé



Muitas lojas possuem profissionais já especializados nesta avaliação, como pode ser um pouco difícil de achar, usando a imagem acima você pode ter uma noção do que procurar.

Quando falamos de um pé com Arco Normal ou Neutro, são pessoas com uma tendência a "virar o pé", desta forma o ideal é procurar botas com um maior controle de estabilidade.

Pessoas com o Arco Cavo ou Pé Supinado tem o pé virado para a parte de fora, devem procurar maior amortecimento, o que irá suavizar o impacto de cada passada.

Agora quando falamos de um Arco Plano ou Pé Pronado, essas pessoas tem a tendência de se cansar com mais facilidade, o ideal é procurar um calçado com maior controle de passada.

No geral cada fabricante especifica isso no seu produto, se possui ou não tal característica, mas se ainda assim você tiver dúvidas, vale consultar o especialista na loja.


Definido o seu tipo de pé, você deve pensar na atividade que pretende fazer. Afinal você não vai para um trekking de salto alto ou tênis de corrida, quer dizer, você até pode ir se quiser, mas seus pés não irão gostar disso.


O site Trekking Brasil, deu algumas dicas super bacanas quanto ao tipo adequado de calçado para cada atividade. Antes de mais nada alguns fatores devem ser levados em consideração na hora de escolher. Você deve pensar qual o lugar onde irá usar, tendo em mente o terreno, o clima e a distância. E além do peso do seu equipamento, qual é a finalidade do calçado.


Pensando nisso, podemos dividir os calçados em 4 tipos:

Papete: são usadas em trilhas de algumas horas, sem peso, para o calor, praia e rios. Seu uso é muito recomendado para visitar cachoeiras por exemplo (sem considerar uma trilha complexa aqui), elas irão proteger os seus pés das pedras no fundo da água.

Tênis: trilha de até um dia (alguns optam pelos tênis para percursos longos também), pouco peso, calor e terreno pouco acidentado. Pode ser uma boa opção para turistar pela cidade durante o dia.

Bota: trilha de mais de um dia, peso, calor/frio, terreno acidentado. Atenção adeptos a salto, não estamos falando deste modelo e sim de um calçado um pouco mais resistente, para um terreno acidentado, e que irá proteger os seus pés.

Bota mais técnica: trilha de vários dias, muito peso, frio/neve/gelo (somente em aproximação, para escaladas em gelo usem botas plásticas apropriadas para alta montanha), terreno variado. Estas botas dão uma proteção extra para você que irá exigir um pouco mais deste calçado.

Alguns desses itens podem ter um preço um pouco mais salgado, mas acredito que na hora da escolha você deve optar pela qualidade do material e pelo calçado mais adequado. É um item que não vale a pena você priorizar a economia e sim a segurança dos seus pés, pois eles te guiaram por toda a viagem. É claro, pesquise e vá a diversas lojas. Experimente e teste os calçados antes de comprá-los.

Gostou deste post? Em breve publicaremos a nossa continuação, fique atento e em caso de dúvidas, mande-nos nos comentários, quem sabe não aprendemos alguma coisa juntos!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Chatsworth House

Um dos posts que comecei a escrever sobre viagens e um dos meus favoritos, está em meu blog pessoal. Refazendo uma leitura dele hoje decidi colocá-lo aqui, pois foi um dos lugares mais legais que visitei. Então sim, é um post repetitivo mas com história que eu não me canso de contar.

Para quem já leu alguns de meus posts sabe que sou fã de Jane Austen e isso me levou a ler várias coisas sobre o assunto e estudar parte da história da Inglaterra Vitoriana (pra saber que Jane Austen é do período Regencial LOL). Enfim, desde quando assisti Orgulho e Preconceito de 2005 quis conhecer vários lugares que serviram como set de filmagem.

Um dos principais locais é Chatsworth House que representou Pemberley (a casa de Mr. Darcy, para quem conhece a história).


Visão lateral da casa

Com a decisão de ir até lá, a passagem de trem deveria ser comprada, então, fomos até a estação St Pancras em Londres e compramos passagem para Chesterfield que são vendidas pela East Midlands Trains. A casa e o jardim abrem às 11 da manhã e o trem demora umas 2 horas para chegar, some aí mais uns 40 minutos de táxi até lá. Não se preocupe de chegar cedo, assim dá tempo de recuperar o fôlego que você perde ao chegar lá. Compramos a passagem de ida para às 7 da manhã e voltamos no trem que saía às 19h30 de lá. O interior é mais frio que Londres, vá agasalhado e leve a boa amiga capa de chuva. Também fique de olho no calendário do site, a casa fecha em alguns intervalos durante o ano e quando é utilizada como set de filmagem.

Fiz uma consulta no site da East Midlands Trains e as passagens de ida e volta custam por volta de 40 libras e o taxista cobrou 25 libras a corrida (que dividimos por 3). Pague o taxista pois o local é realmente longe. Ir de ônibus não compensa, vai demorar, os horários são espaçados entre um ônibus e outro e ele pára 5 kilometros longe. Deixe o fôlego pra andar bastante na casa e nos jardins. Combinamos com o mesmo motorista que nos buscasse às 6 horas da tarde, horário que o jardim encerra as atividades e como bom inglês, no horário combinado ele estava lá.

Quando chegamos na casa, compramos ingresso para a casa e os jardins, dá pra comprar separado para quem quiser. O ingresso completo foi 20 libras.

Deixamos as mochilas no porta volumes, elas não podem entrar na casa para não esbarrarmos nas coisas. A casa do Duque de Derbyshire é cheia de arte e objetos de decoração, vale o cuidado. Já na entrada o pescoço quebra e nos encontramos olhando para o teto igual a Keira Knightley. É aquele teto maravilhoso cheio de afrescos e eles se repetem nos demais cômodos da casa.

Visão do mezanino do salão de entrada
Essa é pra provar que eu estive lá, pois não ia acreditar depois rss
O caminho é demarcado, tem um ponto que dá pra se sentir perdido mesmo, mas a localização é dada pelas janelas, você olha e já vê o lado onde está. Fica louco para conhecer os jardins ao mesmo tempo que fica doido para que a casa não acabe nunca. A casa é cheia de história, é encantadora. Serviu de abrigo a um colégio de garotas de Gales durante a guerra, foi alvo de bombardeio e quase foi perdida quando passou de um herdeiro a outro.

Dormitório das meninas

Os cômodos são lindos, o escritório masculino todo forrado de madeira decorada, tapeçarias, louças, o quarto das moças que ficou para contar a história, a capela, os quartos ligados uns aos outros, as porcelanas, as pinturas, a biblioteca.

A biblioteca
Uma mistura de música de piano no ar, até que você encontra um senhorzinho ao piano tocando para um casal de velhinhos sentados descansando do passeio. Metros e metros de lindos papéis de parede. Uma longa mesa da sala de jantar, as enormes janelas, o barulho das crianças rindo no jardim lá fora. A belíssima escultura da moça com véu que mostra no filme. Tudo maravilhoso, uma viagem a imaginação, ao resgate das pessoas que moraram ali e seus quadros.


Um dos quadros que mais me chamou atenção foi o da Duquesa Georgiana. Aquela mesma do filme a Duquesa. Ela parecia um anjo neste quadro.



E por fim, saímos no anexo, a galeria enorme de esculturas e seus enormes leões que guardam a saída da casa e termina na lojinha, obviamente. A lojinha tem uma variedade de coisas produzidas na própria propriedade que é uma fazenda. Sabonetes de leite de cabra, tecidos. cremes e livros. Há também a estátua do Mr. Darcy do filme com um bilhete escrito "Please, do not kiss".


Na saída da lojinha tem uma pequena lanchonete, e espaço para lanche. Pegamos nossas mochilas pra seguir o passeio. É normal na Inglaterra você levar seu próprio lanche aos lugares e comer lá sentadinho em algum canto, não se preocupe, se você estiver em um jardim, ou em um banco de parque pode comer tranquilamente. Recolha o seu lixo, por favor. Estava frio e garoando no dia que fomos (Bem-vindos a Inglaterra), o Sol apareceu em alguns momentos, mas decidimos nos abrigar no restaurante e comer uma comida quentinha. A minha irmã tomou sopa de tomate, mas eu optei pelo salmão e legumes cozidos, E estava uma delícia!

Encontramos um rapaz da cozinha que nos ouviu falando português e veio nos cumprimentar, ele não era brasileiro, mas adorava música brasileira. Todas as pessoas que encontramos trabalhando lá eram muito amistosas e felizes. Nos sentíamos em casa. Descobrimos que as pessoas depois de se aposentarem passam a trabalhar em Chatsworth como voluntários.

Até terminarmos o almoço a garoa deu trégua e fomos passear pelo jardins e por suas fontes. O lugar estava repleto de famílias e crianças. Era primavera, final de maio, todos estavam felizes pelo sol que deu as caras.


O que nos impressionou no tratamento das crianças é como os pais dão liberdade e os ensinam sobre as coisas. Vimos um menino peralta subir numa pedra bem alta e o pai não o reprendeu, esperou ele perceber sozinho que era alto demais para pular. Eles tratam as crianças como seres inteligentes e eu acho que isso falta um pouco em nosso país.

As fontes são maravilhosas, a chuva nos pegou no meio do jardim mas não desanimamos e nem ninguém que estava por lá. Nos perdemos no labirinto, no meio das crianças e no meio das flores. E tudo termina na fonte do Imperador, um jato de água muito alto bem em frente a casa e seus belos cisnes.

Foi um dia maravilhoso, que deixou uma boa lembrança.

Espero ter ajudado alguém a chegar lá também e espero que quem queira ir, vá.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Viagens - Vacinas

Quem aí está se preparando para viajar? o/

Muito antes de partir, a viagem começa.
Como estamos nos preparando para a próxima viagem, resolvi dividir com vocês um pouco da parte do planejamento (tortura no caso de hoje).

Um dos itens que a maioria dos viajantes acaba esquecendo de colocar na lista são as VACINAS.
Sim, é muito importante você verificar se para o lugar por onde passará são exigidas vacinas específicas.

Apesar de sempre esquecido, este item é muito simples de checar.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disponibiliza um site, muito simples, com informações essenciais. Clicando no link Verifique as orientações para o país de destino, você pode selecionar o país para onde vai, verificar as vacinas obrigatórias e se existe algum surto epidemiológico.

Como uma medida de controle, alguns países exigem o "Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia". Este certificado atesta que você tomou a vacina para a Febre Amarela, lembrando que esta deverá ser tomada pelo menos 10 dias antes da sua viagem.
Dependendo do país algumas outras vacinas podem ser requisitadas, por isso é importante verificar junto a Anvisa.


Para tirar o seu Certificado Internacional de Vacinação é bem simples, primeiro você deve tomar a Vacina de Febre Amarela, entrar no site www.anvisa.gov.br/viajante/  clicar em Cadastro Novo ou Cadastro e fazer o seu. Isso agilizará o processo.

Você precisará apresentar: cópia e original - com foto (RG ou Carteira de Motorista válida ou Passaporte), CPF, comprovante de endereço, caderneta de vacinação contendo: data da administração da vacina, lote da vacina, nome do profissional que administrou a vacina, identificação do posto de vacinação contra Febre Amarela e impressão do cadastro no site. E informar: destino, data de embarque, data de retorno e motivo de viagem. Agora em Junho a Anvisa atualizou a Lista de Centros de Orientação para a Saúde do Viajante, basta procurar o melhor para você no link! E comparecer com os documentos. No caso da nossa cidade, o documento demora 1 semana para ficar pronto. Então não bobeia com o calendário ;)


Agora, se você é uma pessoa tão desligada quando eu, deve estar atento ao calendário de vacinas do Programa Nacional de Imunização, pois elas vão garantir algumas proteções básicas, não previstas em alguns casos, importantes. Quer dizer, fui até o posto de vacinação da minha cidade e ganhei de brinde 4 vacinas em 1 dia.

Não se esqueça que para viajar dentro do Brasil também existem algumas exigências em determinados estados. Você pode consultar no site do Ministério da Saúde

No Guia do Viajante da Anvisa, tem algumas outras dicas bem legais para vocês!


domingo, 12 de junho de 2016

Dia dos Namorados no Japão

Muro em Paris com "Eu te Amo" em várias línguas - Le mur des “Je t’aime”
Hoje no país é comemorado o Dia dos Namorados, véspera de Santo Antônio (o Santo Casamenteiro segundo minha avó), data Comercial segundo alguns. O fato de algumas pessoas dizerem isso se deve ao fato de na maioria dos países do mundo, o dia dos namorados ser no dia de São Valentim, 14 de Fevereiro e aqui no Brasil não, para não bater com o Carnaval, né gente!?

Então fiquem ligados, quem tá solteiro, hoje é o dia de fazer simpatia para Santo Antônio. O pobre do santo sofre as maiores torturas, como o colocarem de ponta cabeça, afogarem o coitado e até mesmo sequestrar o menino Jesus (que fica em seu colo). A minha avó ensinava a gente a colocar uma bacia sob a lua com vários papeizinhos dobrados com os nomes dos "crushs". Pela manhã o papelzinho que estivesse aberto seria qual você deveria investir... Mas, o que ela não contava é que durante a noite ela ia até a bacia e abria todos os papéis.

Como eu assisto muito anime e leio mangás, posso dizer como é o Dia dos Namorados no Japão. (Com direito a Dani dizendo aqui do lado "Daisuki" em loop do meu lado.)



No dia dos namorados no Japão, lá no dia 14 de fevereiro, as meninas preparam chocolates feito a mão ou comprados (os feitos a mão tem mais significado) e entregam para as pessoas que gostam. 

Importante destacar que tem cinco tipos de chocolate:
  • 義理 チョコ (Giri choco): É o chocolate que damos para as pessoas que temos uma obrigação social, chefes, clientes e colegas de trabalho do sexo masculino. O termo”Giri” significa “obrigação”, portanto, estes tipos de chocolates não tem nenhuma associação romântica.
  • 本命 チョコ (Honmei choco) Esses são dados para namorados, amantes ou para a pessoa apaixonada, ou seja, pessoas que somos ligados romanticamente.
  • 友チョコ (Tomo choco): Esse é o chocolate dado aos amigos mais próximos, como uma forma de demonstrar carinho e amizade.
  • ファミリーチョコ (Family Choco): São os que compramos para dar aos familiares como maridos, pais, avós, filhos, tios, primos, irmãos ou seja, qualquer pessoa do sexo masculino que temos ligação familiar.
  • 逆チョコ (Gyaku choco): Embora seja um costume recente, o Gyaku choco significa trocar chocolates entre homens e mulheres no Dia dos Namorados.
Antes de pesquisar, eu só conhecia o Honmei e o Giri... Bom que todo mundo ganha chocolate né!?

Já os meninos, só respondem no White Day  (que seria o dia do Marshmallow), dia 14 da março. Dizem que esta data também foi inventada lá por fins comerciais por uma fábrica de chocolate. O fato é que muita gente usa o dia dos Namorados lá para se declarar e no White Day vem a resposta. Assim como no dia dos Namorados, neste dia as prateleiras ficam cheias de doces. E a escolha do doce também tem a ver com o tamanho do afeto. Acho que isso seria meio complicado né, mas é assim, dizem que o certo é retribuir com um doce com o triplo do valor.



Data comercial ou não, vale a celebração do amor. Então vamos aproveitar né?

Para quem quiser saber mais, sobre o muro em Paris fica o link: http://www.lesjetaime.com/

Sobre as tradições japonesas eu pesquisei neste site: http://www.japaoemfoco.com/