quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Piha Beach - Percurso Otimista

A praia de Piha, que fica na costa oeste da Nova Zelândia de cara para o mar da Tasmânia, é uma parada obrigatória se você for ficar um tempo em Auckland. As areias quentes de cor negra, o mar propício ao surf e a paisagem linda fazem valer a pena passar o dia por lá.

Eles estavam tão bonitinhos que tive que fotografar! =D
O sistema de transporte público da Nova Zelândia é bem parecido com o que você encontra na Irlanda ou Escócia, atende bem os locais mais movimentados, mas quando você precisa ir um pouco mais além você tem que ser criativo para conseguir chegar lá. A maioria dos turistas da Nova Zelândia alugam um carro ou um motorhome e caem na estrada. Outra parte, contrata tours para fazer os passeios. Nós queríamos passar o dia todo em Piha, ver o pôr-do-sol e voltar para Auckland CBD. A estrada para Piha é um trecho longo de serra e eu fiquei com um pouco de medo de dirigir, principalmente pela mão inglesa.

No primeiro sábado que fez realmente sol em Auckland, estávamos tomando café da manhã e conversando com o Benjamin, nosso host da AirBNB, sobre este problema e após algumas pesquisas na Internet vi que podíamos pegar um trem até a estação de Henderson e depois um táxi até Piha. E ele disse que esta idéia poderia funcionar, que poderíamos combinar com o taxista a hora da volta para que ele nos buscasse lá. Com o otimismo do nosso amigo Kiwi e nossa vontade de ir para Piha encaramos esse percurso no domingo.

Com um pouco mais de meia hora de trem, chegamos a Henderson. O preço da passagem ficou em 5 dólares por pessoa somente a ida (usamos HOP Card). Ao lado da estação de trem tem um shopping onde passamos para pegar o almoço e entre o shopping e a estação tem uma avenida com ponto de táxi. O primeiro táxi da fila era um carro grande que cabia 6 pessoas, mesmo assim, fomos até lá perguntar. O taxista nos cobrou 60 dólares para ir e 60 para voltar. Talvez um carro menor cobrasse menos. Comparei o custo com um Uber e o preço saiu o mesmo, então topamos. E lá fomos nós! =D

Saindo de trem para aventura
O percurso da estação de Henderson até Piha demora cerca de 40 minutos, combinamos com o taxista dele nos buscar às 19hrs. Ao chegar em Piha você se depara com um estacionamento cheio de motorhomes, carros, famílias fazendo picnic nas mesinhas. Estava todo mundo feliz com o clima, ao lado do estacionamento tem um lago e um caminho calçado até as dunas que margeiam a praia. O lago é cheio de enguias como vimos numa placa que tinha por lá, pessoal da Nova Zelândia é bem cuidadoso com os ecossistemas e pede para não jogar comida, pedras ou pescar por lá.

Chegada a Piha
Ao chegar na praia você se encanta com o sol batendo na água. Amarramos os tênis nas mochilas, dobramos a calça até o joelho (ou até onde deu) e corremos colocar o pé na água. Uma boa dica para Piha é cuidado com a areia. A areia é escura diante a quantidade de ferro e por isso se estiver muito sol ou muito quente pode queimar o pé, então use chinelos. Nós fomos em setembro e estava frio ainda, por isso não tivemos problemas. Leve água, protetor solar (na Nova Zelândia sempre use protetor solar) e comidinhas (bolacha recheada no caso da Dani).

Primeira visão de Piha
Corre!!
A serenidade no olhar de quem não se perdeu
Se você gosta de surfar é um excelente lugar para ir, há também uma rocha na qual você pode subir para ter uma excelente vista da praia. Caminhamos toda a extensão da praia pela beira mar então desistimos de subir na tal da rocha, faltou perninhas. Há também cachoeiras e caminhadas para se explorar. Dizem ser umas das praias mais perigosas por causa da maré, então se você for surfar se informe bem.

Surfistas

Dani Feliz
Foi um dia muito bom, por volta das seis horas, estendemos nossas toalhas e sentamos nas dunas esperando o pôr-do-sol.

Gaivota Feliz

Pôr-do-sol
Antes de escurecer caminhamos de volta até o estacionamento, colocamos os sapatos novamente e observamos os patos do lago voltarem para os ninhos enquanto esperamos pelo taxi que chegou pontualmente as 19hrs. Ainda bem, porque sem sol já estava frio.

Voltamos para a estação de Henderson, e aí de volta para Auckland CBD. Eram quase 21hrs quando chegamos e encontramos o Ben andando pela sala bem preocupado se a gente tinha se perdido.

Moral da história: Sempre avise seu amigo kiwi se o percurso otimista deu certo.

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Hobbiton – Matamata, NZ

Caso a pessoa não pense em Senhor dos Anéis quando falam de Nova Zelândia, ou é porque não assistiu os filmes quantidade suficiente, ou porque não sabe que os filmes foram filmados no país. As locações das filmagens da trilogia Senhor dos Anéis e da sequência do Hobbit foram escolhidas por Peter Jackson, que é um kiwi (cidadão neozelandês) que você pode encontrar caminhando pelas ruas de Wellington capital do país.

Uma das atrações e motivo de aumento do turismo na Nova Zelândia é exatamente vinculada a indústria cinematográfica. É possível visitar além dos estúdios da Weta em Wellington, os pontos de filmagem. Um deles, Hobbiton. A pequena cidade dos Hobbits fica na cidade de Matamata, que tem poucos habitantes e antes do filme vivia apenas de suas fazendas e ovelhas.

Placa de Boas Vindas
Saindo de Auckland, para chegar a Matamata é necessária uma viagem via rodovia que dura cerca de duas horas sentido Sul, até a região de Waikato. Você pode alugar um carro, se for confiante de dirigir na mão inglesa, contratar uma das várias excursões que sai de Auckland ou pegar um ônibus na rodoviária. Nós fizemos via excursão estudantil, num dia que choveu bastante e num outro dia fomos via ônibus saindo da rodoviária.

Fica aqui um alerta, caso você escolha ir por conta própria, de carro ou ônibus, é necessário comprar antecipadamente seu ingresso no site de Hobbiton. Quando fomos de ônibus rodoviário, agendamos o ticket de entrada com direito a um ônibus temático que sai do iSite (um ponto de informações turísticas) de Matamata. E atenção aos horários! Assim como os ingleses, os neozelandeses são extremamente pontuais!

#partiu Aventura
Hobbiton fica bem no meio de uma fazenda de ovelhas. Entre colinas, a paisagem parece mais a proteção de tela do Windows do que algo que existe de verdade. A primeira parada é na lojinha, ponto de saída da visita guiada. Se posso dar uma dica aqui é deixe para comprar as coisas no final da visita e tome cuidado, muitas coisas são mais caras do que deveriam ser. Desta lojinha, o ônibus da visita guiada sai e você se vê ainda mais no meio da fazenda e aos poucos Hobbiton vai aparecendo.

O set que foi construído para os filmes do Senhor dos Anéis, foi todo desmontado após o término das filmagens. Mas quando eles foram construir novamente para as filmagens de O Hobbit tiveram inclusive apoio do governo para a reconstrução permanente da cidadezinha. Então muita coisa de lá é feito de pedra, cimento e madeira. São 37 buracos de hobbit de todas as escalas e formatos. Ir num dia ensolarado é muito melhor para ver tudo, mas não se preocupe, acostumados com o clima instável da Nova Zelândia, eles oferecem guarda-chuvas para o passeio se for necessário.

Você também pode usar o guarda-chuva para ajudar o lenhador, por exemplo.

Você é guiado pelos lugares onde Bilbo correu para sua aventura, onde Frodo encontra Gandalf quando ele chega na cidade e por onde os pequenos habitantes moram com suas funções de padeiro, marceneiro, ferreiro, entre outras profissões. É tudo tão incrível que fica difícil de descrever. O caminho é uma caminhada entre as colinas (subidas e descidas) que você mal percebe as duas horas (aproximadamente) de tour passar.


Hobbits Felizes =D

Todo detalhe muito bem cuidado

Casa do Bilbo

A casa do Bilbo é facilmente reconhecida pela marca na porta... Não não... É mais porque é uma das maiores portas e pelo aviso de “Entrada não Permitida” no portãozinho. Você também passa pela casa de porta amarela do Sam e pelos caminhos até a árvore da festa de aniversário do Bilbo (e do Frodo). A visita guiada também passa pela ponte e moinho por onde Gandalf passa com sua carroça e chega até o Green Dragon.


E o Green Dragon é perfeito, você ganha uma caneca de cidra ou cerveja de gengibre que são uma delícia. Pode sentar nas mesinhas ou nas poltronas perto da lareira. Pode comprar um pãozinho delicioso de queijo conhecido como scone. Ou como eu fiz, pedir a sopa do dia. Melhor sopa de tomate do universo!


Foto tremida do meu celular xD - Sopa de Tomate
Ao final do passeio, todos voltam a lojinha onde é possível comprar souvenirs, itens da Weta (nós compramos os mapas), e cartões postais (com selos!) para enviar aos seus amigos. É um passeio obrigatório a todos os fãs dos filmes, livros do Tolkien ou apenas se você quiser ver um lugar legal na Nova Zelândia.

Links importantes:

domingo, 25 de setembro de 2016

Pé na estrada!

Quando você vai para um novo lugar (país, estado, cidade ou até mesmo bairro), você descobre todo um mundo novo de cultura, pessoas e lugares.
É muito interessante de se observar as diferenças e as semelhanças.



Com dois meses completos na Nova Zelândia, achei que teria aprendido uma ou duas coisas, mas eu estava enganada. E acredite, aqui eu nem estou falando sobre as aulas de inglês, porque em dois meses minha fluência dobrou. Aprendi muito mais,

A primeira coisa que você precisa saber é: É quase impossível achar um Kiwi (pessoa nascida na Nova Zelândia) em Auckland, você até encontra, mas são poucos. Partindo deste ponto chegamos a todas as outras culturas com as quais nos deparamos. Entre elas...

Com Japoneses: aprendemos o quanto os brasileiros são afetuosos em seus relacionamentos, mas, ao contrário do que pensamos, o quanto eles também são. Um japonês dificilmente vai chegar para você com um problema, por mais que isso o machuque. Eles vão guardar isso e tentar resolver por si mesmo. Te agradecem de coração quando você os ajuda e automaticamente, isso é realmente importante para eles.

Com Coreanos: aprendemos como as meninas são vaidosas e o quanto, apesar disso, podem se tornar amigas verdadeiras. Elas não vão te julgar se você não usa maquiagem ou se não se arruma todo dia para ir para a aula.

Com Brasileiros: aprendemos o que vivemos todos os dias, você pode estar em qualquer lugar do mundo e mesmo assim ter algo próximo a uma família, que vai te acolher e ajudar nos perrengues.

Por último, mas não menos importante, queria falar sobre os Kiwis e os Maoris. Sim, nós conhecemos alguns deles. Eles são muito parecidos com os brasileiros, eles vão te receber na casa deles e te tratar como um amigo. Vão te dar ótimas dicas de como se virar na cidade e os melhores lugares para ir. Serão verdadeiros amigos. Como professores, te estimulam e acreditam que o seu crescimento é o sucesso deles. São divertidos e de bem com a vida. Até os maoris que a primeira vista, podem parecer bravos, são muito gentis e sorridentes.




Acima de tudo, você aprende a ter o seu próprio tempo, não ter pressa para aprender e nem para viver. Respeitar ao próximo e o tempo dele. Todo mundo está em um momento diferente na vida, você nunca sabe quando uma palavra vai elevar um espírito ou quando vai destruir. Tá todo mundo no mesmo barco, mermão!

Tudo nesta vida depende de escolhas, fazer um intercâmbio é uma escolha que pode mudar a sua vida. Quando você escolhe seguir por um caminho antes desconhecido, inevitavelmente alguma coisa fica para trás. Querendo ou não. Gostando ou não. Apesar de colorida a vida tem seus momentos preto e branco, em que a decisão é sim ou não, ou vai ou racha. Decidir que caminho seguir deve ser uma escolha sua, não vale culpar os outros não, mas lembre-se entre dois caminhos, um sempre fica para trás.

domingo, 18 de setembro de 2016

Auckland, NZ - Devonport

Um aprendizado durante nossas viagens é nunca subestimar o local para informações turísticas. Geralmente estes locais são mantidos pelo governo e sempre oferecem boas recomendações de empresas que fazem excursões ou informações do local. Um centro de informações nos salvou em Edimburgo e deu várias recomendações boas. Além de nos indicar boas excursões, também ensinou sobre o sistema de ônibus e como comprar passagens mais baratas.

Programar uma atividade aqui na Nova Zelândia tem sido desafiador. Durante a semana estamos estudando e o clima dos finais de semana estão sendo impossíveis de se prever. Final de semana desses, no domingo estava um dia lindo e pensamos, “porque não procurar uma praia?”. Mas, onde? Como chegaríamos lá? O que teria lá para fazer?

Costa em Devonport perto do porto das Ferries
Ok, esta última questão não importava tanto. Nós gostamos de só ir para o lugar e observar tudo.

Aí caminhamos pela rua que ladeia o porto e o ponto das ferries e fomos até o “Visitor Information” aqui de Auckland. O staff é muito prestativo, principalmente quando alguém chega lá dizendo: ”Queremos ir para praia, mas não sabemos onde e nem como.”. A senhora que nos atendeu indicou algumas opções e nos decidimos ir para Devonport, um distrito aqui de Auckland. Ela nos deu um mapa de lá e indicou uma das praias. 

Pegamos a ferrie por 12 dólares ida e volta e em apenas 15 minutos estávamos lá. 


Ferry =)
Devonport é um bairro bem agradável. Há um pequeno centro comercial onde almoçamos e ali bem perto fica a biblioteca. O sistema de bibliotecas em Auckland é todo integrado e uma das minhas melhores aquisições aqui foi totalmente free: o cartão da biblioteca.

Biblioteca de Devonport
Andamos pela costa de Devonport e por ser domingo vimos vários veleiros, vários tipos de embarcações além das construções pela costa. Ficamos sabendo que lá tem mais lugares a visitar, mas não tínhamos tempo suficiente. 

Um dos veleiros que passeava pela costa de Auckland. Durante o final de semana (principalmente) é possível ver vários.
Caminhamos até a praia indicada, cerca de 2 kilometros, e ficamos felizes com a nossa busca.

Cheltenham Beach é uma praia rasa, sem maré brava, você pode andar metros dentro d’água sem a água alcançar a canela. Claro que não tentamos, estava muito frio apesar do sol.

No meio da água em Cheltenham Beach
Nunca subestime uma pesquisa rápida no Google ou as dicas de um bom Centro de Informação a Visitantes, você nunca sabe o que pode encontrar.

Links úteis:

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Chegamos na Nova Zelândia

Quando se fala de ir para Nova Zelândia, alguns imaginam um universo mágico de Nárnia ou Senhor dos Anéis e de fato, a Nova Zelândia é mágica em sua organização e as coisas que nos surpreendem a cada dia.

Vista da Sky Tower do parque em Parnell, só dois quarteirões da nossa atual casa - Auckland
Uma coisa posso dizer, não subestime este país em extensão só porque o Brasil é gigante. Aqui também há lugares longe de se ir e que exigem planejamento e pré-agendamento. Eu mesma, cheguei aqui e achei que ia pegar o carro e cruzar o país todo. De fato até conseguiria se viesse aqui só para isso.

Aqui está um bom roteiro pra quem quer tentar: https://tstw.co/2015/11/06/nova-zelandia/

Tudo muda quando você percebe que o trânsito de Auckland pode ser louco e há hora do rush como em todas as cidades grandes. Além disso, há o fator climático qual só podemos chegar a conclusão que o clima da Nova Zelândia tem sérios problemas de definição de caráter rss, Sem contar que eu escolhi fazer curso de inglês, o que me prende um pouco em uma cidade só por muito tempo.

Decidimos então, que durante o curso faremos os passeios possíveis de final de semana.

Primeiro desafio foi o Jetlag: a viagem do Brasil é bem longa. Nós fizemos a rota com escala por Santiago no Chile, e quando a gente desce lá dá uma saudade daquele país rs. Depois são  mais várias horas até Auckland, que você fica tão cansado e zureta que nem sabe mais quanto são 2+2, quanto mais quantas horas de viagem. O fato é que saímos do Brasil na quinta a tarde e chegamos na madrugada do sábado (Isso mesmo! Perdemos um dia na ida. Viajar de Delorian dá nessas).

As leis da Nova Zelândia são rígidas quanto ao que você traz com você, ou o que te traz aqui. Nós fomos sorteadas na roleta da imigração e os oficiais pediram para abrir todas as malas e tirar tudo de dentro enquanto eles nos faziam perguntas. Ressalto que é cansativo, mas tente manter a calma nessa hora, é só alguém fazendo o trabalho e protegendo a nação dele.



E aí é aguentar o sono e tentar dormir num horário "normal". Eu só aguentei até as 19h30!

Fazer intercâmbio é uma situação totalmente nova pra quem só viajou, quando você compra um curso fora do país você também compra responsabilidade de estudar para fazer valer a pena, a oportunidade de conviver com pessoas quais você nunca viu e uma experiência muito bacana fora de sua zona de conforto. Além de conhecer gente de todas as nacionalidades.

Pode parecer assustador, mas depois da primeira semana (ou duas) parece que você já faz isso há décadas. Eu recomendo muito.

Aí é aproveitar a oportunidade e conhecer o máximo de lugares, culturas e pessoas.

domingo, 24 de julho de 2016

O olhar do viajante

Cabe aqui dizer que existem vários tipos de viajantes, desde o mais afobado que quer ver tudo e muito rápido para caber no calendário, até aquele mais contemplativo que pára para olhar por vários minutos para um quadro na parede, por exemplo. Nenhum dos casos é um problema, vai tudo depender de ocasião e personalidade.

O que nos esquecemos é que no voltar da viagem que este olhar sobre as coisas pode ser mantido e voltamos novamente a rotina do trabalho e do dia a dia. 

Aí a sensação é de "que pena que aqueles dias passaram". É claro que temos nossas responsabilidades, além da moda do viver em alta performance e fazer tudo acontecer num curto intervalo de tempo. Mas é possível manter o seu olhar de viajante e tentar perceber o dia passar além de toda a rotina.

Dani, enquanto passeávamos em Joaquim Egídio, distrito de Campinas-SP
Percebe que às vezes passamos a semana tão na corrida que chegamos ao final de semana totalmente esgotados e sem vontade de fazer nada, simplesmente entregues ao Netflix e outros entretenimentos que não exigem o nosso esforço? Não me entenda mal, eu também adoro uma procrastinação, mas é mais uma questão de quantidade de tempo gasto o questionamento que faço agora.

É refletir sobre si e medir quanto tempo foi gasto procrastinando durante um dia de sol enquanto poderia ter levado o cachorro dar uma volta e ver a cara do dia (cuide bem da sua vitamina D). Ou mesmo, quanto tempo se ficou fechado no escritório sem nem dar uma volta por ai para perceber o mundo.

Utilizar o olhar do viajante é um treino. Quando a gente viaja tenta ver o que tem de legal na cidade para visitar, fazer, comer, observar e outros verbos legais, então porque não fazemos isso no dia a dia? Dia desses descobri que tem um centro nipo aqui na minha cidade que tem yakisoba do bom toda semana, por exemplo. Eu moro na "Cidade Orquídea" e nunca nem tive a idéia de ir até o orquidário (até agora). Cadê o meu olhar de viajante que me faz passear e conhecer o lugar?

Manter o olhar de viajante na nossa rotina não é fácil, pois é lutar contra um impulso comum de: "Opa, terminei o trabalho e agora mereço descanso". É tentar pensar: "Opa, terminei o meu trabalho e agora vou aproveitar o meu dia". É fazer uma escolha pensada, nem que essa escolha for de ficar em casa, tomar um vinho comendo queijo ou ver um filme. (o que também é muito bom)

Vamos deixar de ser zumbis da rotina?

Links:
- Cidade Orquídea: http://www.sumare.sp.gov.br/
- Vestido de Star Wars da Dani: http://www.todafrida.com.br/

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Viagens - Tamanho da Bota

Agora que você já sabe o seu tipo de pé e o tipo de calçado, existem mais algumas considerações antes de comprar um calçado.

A nossa escolhida foi a: BOTA.

A próxima preocupação é o TAMANHO que devemos comprar.

TAMANHO DA BOTA

Depois de ler muito sobre o assunto, vou ser sincera, só tem um jeito de saber, vá até uma loja e experimente. Não tenha vergonha, vista e saia pela loja andando. Algumas lojas possuem plataformas apenas para isso, que simulam terrenos diferentes.
A maioria dos textos que eu li sobre o assunto indicam que você deve comprar um número maior do que o seu. Assim uma pessoa que calça 38, como eu, deveria comprar uma 39.

Mas por que o número maior?

Muitas meias recomendadas para o Trekking são grossas, acredito que a grande maioria, o que pode apertar o seu pé se a bota for pequena. Lembre-se que depois de muito andar os seus pés também ficam inchados, o que reforça a teoria do número maior.
Agora se você, para evitar bolhas, usa uma meia mais fina com uma grossa por cima, vale a pena tentar a sua numeração normal.

Por isso você deve experimentar e pensar se aquele é o modelo ideal.

A bota deve ficar de forma que os dedos não batam na biqueira, e o pé não fique solto. Uma bota larga cria um atrito maior, logo mais bolhas, e, no caso de uma descida, os seus dedos podem deslizar até a biqueira, fazendo com que você ganhe algumas unhas roxas e até a perda delas (acredite, EU SEI!).


Você pode ler sobre isso, entre outras coisas legais no site Mochilando com Elas.

IMPERMEABILIDADE


Antes de mais nada, pense qual é a real necessidade de uma bota impermeável.
Se você vai para um lugar onde quase não chove, mas existe uma possibilidade remota de pegar chuva, talvez essa não seja para você.
As botas impermeáveis naturalmente são um pouco mais caras que as outras, por ter uma proteção extra. 

O Pedro do Alma de Viajante, explica que as botas impermeáveis possuem uma membrana de teflon , que é microperfurada. Esta membrana se chama Gore Tex, geralmente as botas com esta proteção possuem um indicativo com o nome. Basicamente, estes poros são tão pequenos que não permitem que a água entre, mas ao mesmo tempo permitem que o pé respire, evitando pés suados e bolhas.

É importante pensar nesse item, afinal qualquer um de nós pode aguentar o pé molhado por um curto espaço de tempo, mas em uma caminhada que vai durar o dia todo ou dias, você pode colocar em risco a saúde dos seus pés.

O Pessoal da Mundo Terra fez um vídeo explicativo muito bacana que fala um pouco sobre as botas e eu gostaria de compartilhá-lo com vocês.



Pesquisem e experimentem, não caia na besteira de apenas escolher o modelo que acha mais bonito.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Viagens - Tipos de Calçado


Não sei vocês, mas sempre que vou viajar tenho um problema sério com as famosas bolhas nos pés, portanto desta vez decidi pesquisar sobre calçados. Qual o melhor tipo para a atividade que vou fazer e os tipos de proteção.



Nada estraga mais uma viagem do que as famosas dores nos pés, juntando isso a bolhas em cima de bolhas, você tem a receita que te fará perder parte do passeio ou pelo menos atrapalhar.

Tendo em vista uma nova viagem a preocupação foi: CALÇADO.

Vou dividir um pouquinho desta pesquisa com vocês.

Mas vamos com calma, como este conteúdo é um pouco extenso, resolvi que seria melhor separar em alguns posts.

O primeiro ponto que percebi foi, que apesar de escolher calçados adequados para as atividades nem sempre optei pelo tipo adequado para o meu pé.

Vocês sabiam que cada pé tem um “modelo” diferente?

Então a dica é, antes de mais nada, saiba e entenda qual o seu tipo.


O pessoal do Blog Descalada, montou um diagrama onde fica muito fácil entender:




Tipos de pé



Muitas lojas possuem profissionais já especializados nesta avaliação, como pode ser um pouco difícil de achar, usando a imagem acima você pode ter uma noção do que procurar.

Quando falamos de um pé com Arco Normal ou Neutro, são pessoas com uma tendência a "virar o pé", desta forma o ideal é procurar botas com um maior controle de estabilidade.

Pessoas com o Arco Cavo ou Pé Supinado tem o pé virado para a parte de fora, devem procurar maior amortecimento, o que irá suavizar o impacto de cada passada.

Agora quando falamos de um Arco Plano ou Pé Pronado, essas pessoas tem a tendência de se cansar com mais facilidade, o ideal é procurar um calçado com maior controle de passada.

No geral cada fabricante especifica isso no seu produto, se possui ou não tal característica, mas se ainda assim você tiver dúvidas, vale consultar o especialista na loja.


Definido o seu tipo de pé, você deve pensar na atividade que pretende fazer. Afinal você não vai para um trekking de salto alto ou tênis de corrida, quer dizer, você até pode ir se quiser, mas seus pés não irão gostar disso.


O site Trekking Brasil, deu algumas dicas super bacanas quanto ao tipo adequado de calçado para cada atividade. Antes de mais nada alguns fatores devem ser levados em consideração na hora de escolher. Você deve pensar qual o lugar onde irá usar, tendo em mente o terreno, o clima e a distância. E além do peso do seu equipamento, qual é a finalidade do calçado.


Pensando nisso, podemos dividir os calçados em 4 tipos:

Papete: são usadas em trilhas de algumas horas, sem peso, para o calor, praia e rios. Seu uso é muito recomendado para visitar cachoeiras por exemplo (sem considerar uma trilha complexa aqui), elas irão proteger os seus pés das pedras no fundo da água.

Tênis: trilha de até um dia (alguns optam pelos tênis para percursos longos também), pouco peso, calor e terreno pouco acidentado. Pode ser uma boa opção para turistar pela cidade durante o dia.

Bota: trilha de mais de um dia, peso, calor/frio, terreno acidentado. Atenção adeptos a salto, não estamos falando deste modelo e sim de um calçado um pouco mais resistente, para um terreno acidentado, e que irá proteger os seus pés.

Bota mais técnica: trilha de vários dias, muito peso, frio/neve/gelo (somente em aproximação, para escaladas em gelo usem botas plásticas apropriadas para alta montanha), terreno variado. Estas botas dão uma proteção extra para você que irá exigir um pouco mais deste calçado.

Alguns desses itens podem ter um preço um pouco mais salgado, mas acredito que na hora da escolha você deve optar pela qualidade do material e pelo calçado mais adequado. É um item que não vale a pena você priorizar a economia e sim a segurança dos seus pés, pois eles te guiaram por toda a viagem. É claro, pesquise e vá a diversas lojas. Experimente e teste os calçados antes de comprá-los.

Gostou deste post? Em breve publicaremos a nossa continuação, fique atento e em caso de dúvidas, mande-nos nos comentários, quem sabe não aprendemos alguma coisa juntos!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Chatsworth House

Um dos posts que comecei a escrever sobre viagens e um dos meus favoritos, está em meu blog pessoal. Refazendo uma leitura dele hoje decidi colocá-lo aqui, pois foi um dos lugares mais legais que visitei. Então sim, é um post repetitivo mas com história que eu não me canso de contar.

Para quem já leu alguns de meus posts sabe que sou fã de Jane Austen e isso me levou a ler várias coisas sobre o assunto e estudar parte da história da Inglaterra Vitoriana (pra saber que Jane Austen é do período Regencial LOL). Enfim, desde quando assisti Orgulho e Preconceito de 2005 quis conhecer vários lugares que serviram como set de filmagem.

Um dos principais locais é Chatsworth House que representou Pemberley (a casa de Mr. Darcy, para quem conhece a história).


Visão lateral da casa

Com a decisão de ir até lá, a passagem de trem deveria ser comprada, então, fomos até a estação St Pancras em Londres e compramos passagem para Chesterfield que são vendidas pela East Midlands Trains. A casa e o jardim abrem às 11 da manhã e o trem demora umas 2 horas para chegar, some aí mais uns 40 minutos de táxi até lá. Não se preocupe de chegar cedo, assim dá tempo de recuperar o fôlego que você perde ao chegar lá. Compramos a passagem de ida para às 7 da manhã e voltamos no trem que saía às 19h30 de lá. O interior é mais frio que Londres, vá agasalhado e leve a boa amiga capa de chuva. Também fique de olho no calendário do site, a casa fecha em alguns intervalos durante o ano e quando é utilizada como set de filmagem.

Fiz uma consulta no site da East Midlands Trains e as passagens de ida e volta custam por volta de 40 libras e o taxista cobrou 25 libras a corrida (que dividimos por 3). Pague o taxista pois o local é realmente longe. Ir de ônibus não compensa, vai demorar, os horários são espaçados entre um ônibus e outro e ele pára 5 kilometros longe. Deixe o fôlego pra andar bastante na casa e nos jardins. Combinamos com o mesmo motorista que nos buscasse às 6 horas da tarde, horário que o jardim encerra as atividades e como bom inglês, no horário combinado ele estava lá.

Quando chegamos na casa, compramos ingresso para a casa e os jardins, dá pra comprar separado para quem quiser. O ingresso completo foi 20 libras.

Deixamos as mochilas no porta volumes, elas não podem entrar na casa para não esbarrarmos nas coisas. A casa do Duque de Derbyshire é cheia de arte e objetos de decoração, vale o cuidado. Já na entrada o pescoço quebra e nos encontramos olhando para o teto igual a Keira Knightley. É aquele teto maravilhoso cheio de afrescos e eles se repetem nos demais cômodos da casa.

Visão do mezanino do salão de entrada
Essa é pra provar que eu estive lá, pois não ia acreditar depois rss
O caminho é demarcado, tem um ponto que dá pra se sentir perdido mesmo, mas a localização é dada pelas janelas, você olha e já vê o lado onde está. Fica louco para conhecer os jardins ao mesmo tempo que fica doido para que a casa não acabe nunca. A casa é cheia de história, é encantadora. Serviu de abrigo a um colégio de garotas de Gales durante a guerra, foi alvo de bombardeio e quase foi perdida quando passou de um herdeiro a outro.

Dormitório das meninas

Os cômodos são lindos, o escritório masculino todo forrado de madeira decorada, tapeçarias, louças, o quarto das moças que ficou para contar a história, a capela, os quartos ligados uns aos outros, as porcelanas, as pinturas, a biblioteca.

A biblioteca
Uma mistura de música de piano no ar, até que você encontra um senhorzinho ao piano tocando para um casal de velhinhos sentados descansando do passeio. Metros e metros de lindos papéis de parede. Uma longa mesa da sala de jantar, as enormes janelas, o barulho das crianças rindo no jardim lá fora. A belíssima escultura da moça com véu que mostra no filme. Tudo maravilhoso, uma viagem a imaginação, ao resgate das pessoas que moraram ali e seus quadros.


Um dos quadros que mais me chamou atenção foi o da Duquesa Georgiana. Aquela mesma do filme a Duquesa. Ela parecia um anjo neste quadro.



E por fim, saímos no anexo, a galeria enorme de esculturas e seus enormes leões que guardam a saída da casa e termina na lojinha, obviamente. A lojinha tem uma variedade de coisas produzidas na própria propriedade que é uma fazenda. Sabonetes de leite de cabra, tecidos. cremes e livros. Há também a estátua do Mr. Darcy do filme com um bilhete escrito "Please, do not kiss".


Na saída da lojinha tem uma pequena lanchonete, e espaço para lanche. Pegamos nossas mochilas pra seguir o passeio. É normal na Inglaterra você levar seu próprio lanche aos lugares e comer lá sentadinho em algum canto, não se preocupe, se você estiver em um jardim, ou em um banco de parque pode comer tranquilamente. Recolha o seu lixo, por favor. Estava frio e garoando no dia que fomos (Bem-vindos a Inglaterra), o Sol apareceu em alguns momentos, mas decidimos nos abrigar no restaurante e comer uma comida quentinha. A minha irmã tomou sopa de tomate, mas eu optei pelo salmão e legumes cozidos, E estava uma delícia!

Encontramos um rapaz da cozinha que nos ouviu falando português e veio nos cumprimentar, ele não era brasileiro, mas adorava música brasileira. Todas as pessoas que encontramos trabalhando lá eram muito amistosas e felizes. Nos sentíamos em casa. Descobrimos que as pessoas depois de se aposentarem passam a trabalhar em Chatsworth como voluntários.

Até terminarmos o almoço a garoa deu trégua e fomos passear pelo jardins e por suas fontes. O lugar estava repleto de famílias e crianças. Era primavera, final de maio, todos estavam felizes pelo sol que deu as caras.


O que nos impressionou no tratamento das crianças é como os pais dão liberdade e os ensinam sobre as coisas. Vimos um menino peralta subir numa pedra bem alta e o pai não o reprendeu, esperou ele perceber sozinho que era alto demais para pular. Eles tratam as crianças como seres inteligentes e eu acho que isso falta um pouco em nosso país.

As fontes são maravilhosas, a chuva nos pegou no meio do jardim mas não desanimamos e nem ninguém que estava por lá. Nos perdemos no labirinto, no meio das crianças e no meio das flores. E tudo termina na fonte do Imperador, um jato de água muito alto bem em frente a casa e seus belos cisnes.

Foi um dia maravilhoso, que deixou uma boa lembrança.

Espero ter ajudado alguém a chegar lá também e espero que quem queira ir, vá.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Viagens - Vacinas

Quem aí está se preparando para viajar? o/

Muito antes de partir, a viagem começa.
Como estamos nos preparando para a próxima viagem, resolvi dividir com vocês um pouco da parte do planejamento (tortura no caso de hoje).

Um dos itens que a maioria dos viajantes acaba esquecendo de colocar na lista são as VACINAS.
Sim, é muito importante você verificar se para o lugar por onde passará são exigidas vacinas específicas.

Apesar de sempre esquecido, este item é muito simples de checar.

A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) disponibiliza um site, muito simples, com informações essenciais. Clicando no link Verifique as orientações para o país de destino, você pode selecionar o país para onde vai, verificar as vacinas obrigatórias e se existe algum surto epidemiológico.

Como uma medida de controle, alguns países exigem o "Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia". Este certificado atesta que você tomou a vacina para a Febre Amarela, lembrando que esta deverá ser tomada pelo menos 10 dias antes da sua viagem.
Dependendo do país algumas outras vacinas podem ser requisitadas, por isso é importante verificar junto a Anvisa.


Para tirar o seu Certificado Internacional de Vacinação é bem simples, primeiro você deve tomar a Vacina de Febre Amarela, entrar no site www.anvisa.gov.br/viajante/  clicar em Cadastro Novo ou Cadastro e fazer o seu. Isso agilizará o processo.

Você precisará apresentar: cópia e original - com foto (RG ou Carteira de Motorista válida ou Passaporte), CPF, comprovante de endereço, caderneta de vacinação contendo: data da administração da vacina, lote da vacina, nome do profissional que administrou a vacina, identificação do posto de vacinação contra Febre Amarela e impressão do cadastro no site. E informar: destino, data de embarque, data de retorno e motivo de viagem. Agora em Junho a Anvisa atualizou a Lista de Centros de Orientação para a Saúde do Viajante, basta procurar o melhor para você no link! E comparecer com os documentos. No caso da nossa cidade, o documento demora 1 semana para ficar pronto. Então não bobeia com o calendário ;)


Agora, se você é uma pessoa tão desligada quando eu, deve estar atento ao calendário de vacinas do Programa Nacional de Imunização, pois elas vão garantir algumas proteções básicas, não previstas em alguns casos, importantes. Quer dizer, fui até o posto de vacinação da minha cidade e ganhei de brinde 4 vacinas em 1 dia.

Não se esqueça que para viajar dentro do Brasil também existem algumas exigências em determinados estados. Você pode consultar no site do Ministério da Saúde

No Guia do Viajante da Anvisa, tem algumas outras dicas bem legais para vocês!


domingo, 12 de junho de 2016

Dia dos Namorados no Japão

Muro em Paris com "Eu te Amo" em várias línguas - Le mur des “Je t’aime”
Hoje no país é comemorado o Dia dos Namorados, véspera de Santo Antônio (o Santo Casamenteiro segundo minha avó), data Comercial segundo alguns. O fato de algumas pessoas dizerem isso se deve ao fato de na maioria dos países do mundo, o dia dos namorados ser no dia de São Valentim, 14 de Fevereiro e aqui no Brasil não, para não bater com o Carnaval, né gente!?

Então fiquem ligados, quem tá solteiro, hoje é o dia de fazer simpatia para Santo Antônio. O pobre do santo sofre as maiores torturas, como o colocarem de ponta cabeça, afogarem o coitado e até mesmo sequestrar o menino Jesus (que fica em seu colo). A minha avó ensinava a gente a colocar uma bacia sob a lua com vários papeizinhos dobrados com os nomes dos "crushs". Pela manhã o papelzinho que estivesse aberto seria qual você deveria investir... Mas, o que ela não contava é que durante a noite ela ia até a bacia e abria todos os papéis.

Como eu assisto muito anime e leio mangás, posso dizer como é o Dia dos Namorados no Japão. (Com direito a Dani dizendo aqui do lado "Daisuki" em loop do meu lado.)



No dia dos namorados no Japão, lá no dia 14 de fevereiro, as meninas preparam chocolates feito a mão ou comprados (os feitos a mão tem mais significado) e entregam para as pessoas que gostam. 

Importante destacar que tem cinco tipos de chocolate:
  • 義理 チョコ (Giri choco): É o chocolate que damos para as pessoas que temos uma obrigação social, chefes, clientes e colegas de trabalho do sexo masculino. O termo”Giri” significa “obrigação”, portanto, estes tipos de chocolates não tem nenhuma associação romântica.
  • 本命 チョコ (Honmei choco) Esses são dados para namorados, amantes ou para a pessoa apaixonada, ou seja, pessoas que somos ligados romanticamente.
  • 友チョコ (Tomo choco): Esse é o chocolate dado aos amigos mais próximos, como uma forma de demonstrar carinho e amizade.
  • ファミリーチョコ (Family Choco): São os que compramos para dar aos familiares como maridos, pais, avós, filhos, tios, primos, irmãos ou seja, qualquer pessoa do sexo masculino que temos ligação familiar.
  • 逆チョコ (Gyaku choco): Embora seja um costume recente, o Gyaku choco significa trocar chocolates entre homens e mulheres no Dia dos Namorados.
Antes de pesquisar, eu só conhecia o Honmei e o Giri... Bom que todo mundo ganha chocolate né!?

Já os meninos, só respondem no White Day  (que seria o dia do Marshmallow), dia 14 da março. Dizem que esta data também foi inventada lá por fins comerciais por uma fábrica de chocolate. O fato é que muita gente usa o dia dos Namorados lá para se declarar e no White Day vem a resposta. Assim como no dia dos Namorados, neste dia as prateleiras ficam cheias de doces. E a escolha do doce também tem a ver com o tamanho do afeto. Acho que isso seria meio complicado né, mas é assim, dizem que o certo é retribuir com um doce com o triplo do valor.



Data comercial ou não, vale a celebração do amor. Então vamos aproveitar né?

Para quem quiser saber mais, sobre o muro em Paris fica o link: http://www.lesjetaime.com/

Sobre as tradições japonesas eu pesquisei neste site: http://www.japaoemfoco.com/

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Irlanda - Calçada dos Gigantes

Giant's Causeway

A Irlanda é um país de muitas lendas e tradições. Esta é uma das coisas que eu mais gosto em sua cultura. Você é sempre capaz de ouvir uma nova história sobre um lugar e isso é passado de geração para geração. É mágico!


Segundo conta a lenda Finn MacCool, um gigante irlandês, tinha como desejo lutar contra o Benandonner, gigante escocês. Mas havia um problema, Finn era um gigante e como tal nenhum barco era capaz de transportá-lo pelo mar. Foi então que ele teve a ideia de construir uma calçada usando enormes colunas de pedras que ligasse os dois países. E assim ele partiu para desafiar o escocês numa batalha de vida ou morte.

Para grande surpresa de Finn, Benandonner era muito maior e mais forte do que ele. Quando percebeu, voltou correndo para casa. Sua mulher, muito astuta, logo que ouviu a história teve uma ideia brilhante para salvar a vida do marido. Vestiu-o como um bebê e aguardou pelo escocês.


Benandonner que já estava enraivecido, vê o bebê e pensa "se o bebê é deste tamanho, imagina o pai!". E fugiu correndo para a Escócia. Para ter a certeza de que não seria seguido, destruiu toda a calçada enquanto corria para casa.

Tudo o que restou foram as pedras que hoje são conhecidas como a Calçada dos Gigantes.

É com certeza um dos lugares mais lindos que você irá visitar.
Nós chegamos até lá com uma excursão, mas a minha dica é se você puder ir de carro ou de alguma outra forma, seria interessante. Entenda que excursões visitam mais de um lugar de uma vez, portanto o tempo é sempre mais curto. Se você deseja realmente sentir a experiência e tirar muitas fotos, vale a pena ver as opções no site oficial. No The Giants Causeway - Official Guide você encontrará todas as informações necessárias para chegar até lá, seja de trem, carro, a pé, de ônibus ou de bicicleta. Tenha ânimo e vá preparado para andar. Não esqueça da sua capa de chuva, roupa de frio e protetor solar, afinal Irlanda é um lugar para se viver todas as estações do ano no mesmo dia.
 É um conjunto de cerca de 40 000 colunas prismáticas de basalto, encaixadas como se formassem uma enorme calçada de pedras gigantescas, formadas pela disjunção prismática de uma grande massa de lava basáltica resultante de uma erupção vulcânica ocorrida há cerca de 60 milhões de anos.